Dados do Trabalho


Título

Mortalidade por miocardite, pericardite, e endocardite aguda na população geriátrica: uma análise epidemiológica da última década no Brasil.

Introdução e/ou Fundamentos

As inflamações do coração são doenças graves com alta mortalidade, com destaque para o aumento de sua prevalência na população idosa. O objetivo do estudo, é analisar epidemiologicamente a mortalidade nesse grupo por essas patologias e proporcionar um melhor entendimento contribuindo com o desenvolvimento de estratégias de prevenção e controle das mesmas.

Métodos

Estudo ecológico de série temporal a partir da coleta de dados de 2011 a 2021 do Sistema de Informações Sobre Mortalidade (SIM/DATASUS). Foram coletadas dados de óbitos por miocardite, pericardite e endocardite aguda com o recorte de faixa etária (acima de 60 anos) de acordo com as variáveis: sexo, região,escolaridade e estado civil. As variáveis foram analisadas por estatísticas descritivas.

Resultados

Nos anos estudados tiveram 16.056 óbitos pelas causas analisadas, sendo 89% de endocardite, 6,5% de miocardite e 4,5% de pericardite em pessoas com mais de 60 anos. Teve um aumento de 31,64% de óbitos em 10 anos, demonstrando a importância do estudo das mesmas. A faixa etária mais afetada com pericardite e endocardite aguda são as pessoas entre 60 a 69 anos, já a miocardite aguda foi acima de 80 anos. Ao analisar o sexo o sexo masculino prevalece em todas as faixas, com exceção da faixa acima de 80 anos, onde o sexo feminino passa a prevalecer. Ao analisar a escolaridade, a prevalência é nos indivíduos com 1 a 3 anos de estudo, sendo 42% e a minoria (n=9,2%) são os indivíduos com 12 anos de estudo. Em relação ao estado civil, 61% do sexo masculino eram casados, já as mulheres a sua maioria eram viúvas (n=42%). A região mais acometida é o Sudeste, com 9.191 óbitos, e menos é o Norte com 482 óbitos.

 

Discussão

A mortalidade nos idosos nos anos analisados foi alta, o que sugere a contribuição da idade e das comorbidades, e possivelmente de diagnóstico tardio. Ademais, a população idosa claramente beneficiou-se do progresso médico, no entanto, alguns procedimentos, em conjunto com o implante crescente de dispositivos eletrônicos cardiovasculares, contribuem para infecções e inflamações cardíacas.

Conclusões

Em pacientes idosos, existem diferenças quanto a apresentação clínica, complicações, abordagem terapêutica de tais patologias.Conhecer epidemiologicamente essas diferenças, é essencial para a elaboração de estratégias preventivas, diagnósticas e terapêuticas eficazes para essa faixa etária, que mesmo sendo afetados em uma proporção expressiva, são muitas vezes negligenciados no Brasil.

Palavras Chave

Miocardite ; Endocardite ; Pericardite; Mortalidade; Idosos.

Área

Tema Livre

Instituições

Faculdade de Ciências Médicas de Juíz de Fora- SUPREMA - Minas Gerais - Brasil, Universidade Cidade de São Paulo - São Paulo - Brasil

Autores

JULIA ARCANJO FERREIRA, MARCELLA MOTA BRAGA CAMPOS, OLIMPIO GIACOMELLI NETO, RAISSA CAMPAGNOLI MACHADO CHIGA, HELOISE HELENA GOBATO, GIOVANNA DOS SANTOS SATIL , JOSÉ WYLENILSON ALVES SEELIG DE SOUZA , KLEBERSON SARAIVA DE CARVALHO