Dados do Trabalho


Título

PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO DO RISCO PARA DISFAGIA (PARD) EM PACIENTES OCTOGENÁRIOS PORTADORES DE INSUFICIÊNCIA CARDÍACA HOSPITALIZADOS

Introdução e/ou Fundamentos

O risco de disfagia em idosos hospitalizados interfere na evolução clínica e na qualidade de vida desses pacientes. Essa condição torna-se ainda mais crítica nos pacientes portadores de insuficiência cardíaca (IC).

OBJETIVOS (s): Analisar o risco de disfagia de pacientes muito idosos internados em hospital geriátrico de referência. 

Métodos

Estudo transversal observacional, descritivo, realizado entre o período de agosto a dezembro de 2022 em pacientes idosos, ≥ 80 anos e internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e na enfermaria de serviço de referência em geriatria do Estado de Pernambuco. A análise foi feita por meio da busca ativa em prontuários a partir do Protocolo Fonoaudiológico de Avaliação do Risco para Disfagia (PARD), que inclui teste de deglutição da água e de alimentos pastosos e classificação do grau de disfagia, em que PARD I representa deglutição normal e PARD VII indica disfagia orofaríngea grave.

Resultados

O estudo foi composto por 106 pacientes, com média de idade 87 anos (80 a 101 anos), dos quais 71,7% eram do sexo feminino. Dessa amostra, 65% possuíam IC. Quando avaliado as comorbidades dos pacientes com IC, 86,9% apresentaram hipertensão e 49,3% diabetes. Ao avaliar a classificação do PARD nos pacientes com IC, observou-se os seguintes percentuais: 46,4% PARD II (deglutição funcional), 17,4% PARD III (disfagia orofaríngea leve), 7,2% PARD IV (disfagia orofaríngea leve a moderada), 5,8% PARD V (disfagia orofaríngea moderada), 2,9% PARD VI (disfagia orofaríngea moderada a grave) e 20,3% PARD VII (disfagia orofaríngea grave). Quando comparada a porcentagem do PARD VII entre os idosos com e sem IC, pode-se perceber que 20,3% dos pacientes com IC e apenas 10,8% sem IC eram classificados com disfagia orofaríngea grave. Além disso, conferiu-se que 50,7% dos pacientes com IC possuíam sinais e sintomas de alteração da deglutição. Em relação ao desfecho dos pacientes com PARD VII, foi visto que 61,5% foram a óbito e 38,5% tiveram alta.

Discussão

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Conclusões

De acordo com os dados da amostra, a maior parte dos pacientes classificados com disfagia orofaríngea grave eram portadores de IC. Também foi possível observar que a maioria desses idosos internados possuíam sinais e sintomas de alteração da deglutição. Além disso, constatou-se que pacientes com maior pontuação na escala PARD apresentaram piores desfechos com elevada taxa mortalidade.

Palavras Chave

Disfagia; Insuficiência cardíaca; Idoso

Área

Tema Livre

Instituições

Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS) - Pernambuco - Brasil, Hospital Eduardo Campos da Pessoa Idosa (HECPI) - Pernambuco - Brasil

Autores

MARIA EDUARDA RODRIGUES FERREIRA, Ellen Beatriz Sobral, Maria Eduarda Borges Matias, Arthur Lira de Melo, Áchelles Monise Batista da Silva, Kátia Milena Oliveira de Santana Ribeiro, Jessica Myrian de Amorim Garcia, Wagner Gomes Reis